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Mensagem |
 nianwolf


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Colocada: 22/03/07 Assunto: Cristianismo, Espiritualidade e Nudismo |
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Queria partilhar este fantástico texto convosco, e pedir-vos que comentem .
Parece-me um sinal evidente, de uma inversão nos conceitos de moralidade (que só peca por ser tardia)
Espiritualidade, Nudismo e a Roupa
J. C. Conningham
Alguns católicos romanos são nudistas ou naturistas. outros simplesmente acreditam em algumas oportunidades de nudismo social (por ex. o nudismo familiar, o nadar despido, sem transformá-los em "istas"). Certos demagogos acusam-nos, algumas vezes, de não decoro, insistindo em dizer que "o nu é obsceno", exceto quando a nudez se faz absolutamente necessária (por ex. num exame médico). Este ensaio foi escrito para defender o nudismo social contra tais demagogos que gostariam de equipar o Evangelho com suas opiniões pessoais, e não representam a tradição verdadeira da Igreja Católica Romana.
O decoro não é apenas uma questão de estar vestido. Antes de se tornar Papa, João Paulo II escreveu: "O decoro sexual não pode, portanto, de nenhuma forma, ser associado ao uso de vestimentas, nem a sem-vergonhice com a ausência de roupa e a total ou parcial nudez".
"Há circunstâncias nas quais a nudez não significa ausência de decoro... A nudez, como tal, não deve ser equiparada ao descaramento físico. A ausência de decoro está presente apenas quando a nudez desempenha um papel negativo no que diz respeito ao valor da pessoa, quando o seu propósito é o de resultar em apetite sexual, como resultante, na qual a pessoa é colocada na posição de objeto de prazer."
"O corpo humano não é, em si mesmo, vergonhoso nem, pelas mesmas razões, as reações sensuais e a sensualidade humana em geral. A ausência de vergonha (assim como a vergonha e o decoro) é uma função do íntimo de uma pessoa."
Em seu livro "O Amor e a Responsabilidade" o Papa nos diz que o senso de vergonha é, na verdade, necessário, mas ele não o define como certos demagogos gostariam de defini-lo. O Papa diz que somos envergonhados das coisas íntimas, desvairadas, inclinações libidinosas (movimentos de apetite sexual) e não de simplesmente sermos vistos nus. Este último é o falso decoro, influência de sistemas perversos tais como o jansenismo e puritanismo - não do catolicismo.
De acordo com São Tomás de Aquino, um ato indecoroso é realizado com intenção libidinosa. Portanto quando numa praia de nudismo, por exemplo, alguém tirava a roupa com a intenção de se banhar ou de lazer não é para ser acusado de falta de decoro. Tal pessoa deveria se envergonhar apenas das inclinações libidinosas que ele poderia experimentar, mas não apenas por ser meramente visto despido. De acordo com a definição de Aquino quanto ao decoro, tal pessoa não seria indecorosas mesmo que ela estivesse numa praia de roupa obrigatória, desde que a sua intenção não estivesse se manifestando. Contudo ela seria obviamente culpada por descortesia e por falta de caridade. O Papa, graduado na Universidade São Tomás de Aquino, em Roma, segue a mesma linha de pensamento.
A autoridade oficial de ensino da Igreja não define o que é indecoroso, pois ensina que isto é relativo: "Existe um certo relativismo na definição do que seja falta de vergonha. Este relativismo pode existir devido a diferenças de contribuição peculiares a certas pessoas - uma maior ou menor excitabilidade sensual, um maior ou menor grau de cultura moral - ou a visões diferentes de mundo. Este fato pode ser igualmente devido às diferenças nas condições externas - no clima, por exemplo, como já falamos, e também nos costumes predominantes, nos hábitos sociais, etc." "A roupa é sempre uma questão social, uma função dos costumes sociais. Nesta matéria não existe nenhuma exata similaridade de comportamento de pessoas específicas, mesmo se elas vivem na mesma época e na mesma sociedade."
"O princípio do que seja verdadeiramente indecoroso é simples e óbvio, mas sua aplicação depende do indivíduo, do meio e da sociedade."
A Igreja Romana, então, não se opõe à nudez social a não ser que a intenção da pessoa seja libidinosa ou tal nudez não lhe seja costumeira.
Nota: Este texto é apenas um trecho de um artigo bem mais extenso, extraído da Revista Naturis número 20.
http://www.naturis.com.br/
Pode consultar mais textos sobre este tema em:
http://naturistascristaos.org/
Reflexão:
Já era tempo de encarar a nudez com a naturalidade que merece, sem falsos pudores e moralismos.
Mas o desejo sexual continua conotado como sujo, pecaminoso e remetido para a clandestinidade. Como se a libido fosse uma doença mental.
Não seria um passo em frente, para assumir que a sexualidade é parte integrante do ser humano (como de qualquer outro ser vivo) e qualquer atitude contrária, apenas prolonga o actual estado das coisas, agravando-o.
A continua repressão de necessidades básicas (e de origem biológica) só contribui para a continua desumanização do homem e o seu progressivo aprisionamento.
Mas a liberdade não é um valor absoluto, e o sexo vende, portanto enquanto puder existir um aproveitamento económico da sugestão sexual (os técnicos do marketing sabem-no) nenhuma revolução sexual acontecerá.
Para quando estender essa visão natural ao sexo, inseparável das nossas necessidades biológicas?
Do ponto de vista religioso, existe alguma incompatibilidade entre o bem estar sexual e a moral ou o respeito pelos outros?
Ficam as questões.
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 ppsao


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Colocada: 22/03/07 Assunto: |
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Só posso dizer o seguinte sobre o texto:
Os padres e afins, apenas criaram estas "leis" em nome de um deus (em minusculas propositadamente) para infernizar a vida às pessoas.
Nem deus, nem Cristo, foram ao ponto de "ensinar" nada do que hoje as igrejas apregoam!
Leiam a Biblia e verificaram que o que por lá se diz foi alterado, por copistas, por interpretações baratas e por inclusão de lendas e narrativas que faziam parte da tradição oral da epoca.
Basta de hipocrisia! :evil: |
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