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 nianwolf


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Colocada: 19/03/07 Assunto: Desabafo e questões |
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Gostariamos de deixar aqui um desabafo e algumas questões.
Primeiro as apresentações
Somos um casal, solteiros com um relacionamento de quase uma década.
Como tantos outros casais, temos vindo a assistir a um arrefecimento daquele fulgor dos primeiros tempos, tanto nas nossas relações como na frequência das mesmas.
Conscientes deste facto, começámos a procurar "vitaminas" e outros estimulantes, para curar esta doença crónica debilitante.
Primeiro foi aquela noticia sazonal que tem sempre destaque de 1ª página de jornais de grande tiragem -"As praias Nudistas/Naturistas"
Parecia uma ideia excitante,... experimentámos e tão longe da verdade. Nos primeiros minutos existe aquele frio na barriga, misto de medo e excitação, que rapidamente dá lugar a um prazer e bem estar quase pleno. O.K. acabámos por descobrir uma coisa que nos dá imenso prazer, descontração e equilibrio mental, mas quanto á parte sexual, ainda nada adiantámos.
Passados uns tempos, aventurámo-nos a sair á rua para tirar fotografias exibicionistas (apenas entre nós), o que nos excita particularmente, seja pela cumplicidade que a brincadeira envolve, seja pelo perigo de sermos "apanhados" a fazer coisas "menos próprias". Isto possui um alto nivel de octanas, acabamos sempre por correr para casa num estado "capaz de trepar paredes á unha", tal a excitação que nos provoca.
Finalmente descobrimos alguns sites relacionados com sexualidade liberal (swing ...e muito mais). Identificámo-nos desde muito cedo com este modo de viver a sexualidade, pelo menos no plano filosófico. Porque isto,de nos limpar-mos desta sujidade judaico-cristã na nossa cultura e educação, é uma longa e hárdua tarefa.
Por várias razões consideramo-nos liberais.
Para nós o estilo de vida liberal (ainda) é uma filosofia de vida, e como tal pode incluir infinitas correntes, o swing é concerteza uma delas.
Esta liberdade sexual pode começar num simples partilhar de experiências e fantasias sexuais, até terminar em bacanais com toda a população da cidade com práticas bi´s e tri´s (como se mais sexos houvesse), passando por trios, partilhar apenas o mesmo espaço, exibição e voyeurismo, etc ... Mas cada um toma o seu caminho, sabe o que prefere e o que não gosta (todos temos os nossos limites), e procura explorar um universo inesgotável de experiências e sensações de prazer.
Mas o que dizer do meio swinger... se compreendemos todos os cuidados adoptados pelos espaços comerciais, pelas razões óbvias de anonimato, a que esta sociedade obriga.
Não podemos simpatizar com a falta de cordialidade e até educação, que estes "liberais" manifestam ao ignorar um simples e-mail que lhes é remetido por um potêncial cliente num futuro mais ou menos próximo. Ainda que futuro e ainda que potêncial, não achamos perdoável esta atitude de ignorar um cliente. Mas talvez seja um negócio (e apenas isso) em expansão, onde é maior a procura que a oferta. E assim podem dar-se a luxo de não dar nenhum tipo de satisfação nem agradecimento. Sim, agradecimento porque nós nunca tentámos pôr o pé na porta para entrar, o que fizémos foi sugerir-mos "coisas" que julgámos ser do interesse da "comunidade" e do interesse dos que tentam lá chegar. Se dissemos asneira, digam-nos que agradecem a sugestão, mas que não é possivel...
Fique claro que, juramos que ao clube Y e Z nunca iremos. ( Alterámos posteriormente as variáveis atrás para evitar mal-entendidos com clubes que não conhecemos e do qual não temos queixa).
Depois há aqueles VIPs, Veteranos, Padrinhos, Bispos, etc... que à boa maneira portuguesa emitem opiniões (visões) fundamentalistas, que de liberal têm pouco.
São aqueles que dizem que -"swing é troca", e o hard e o soft é apenas uma questão de frequência. Santa pobreza de espirito! (IMHO)
... e aqueles que praticam alguma coisa, que na forma até parece swing, do género: tu papas a minha mulher, mas eu papo a tua, somos swingers. Em vez de tu dás prazer à minha mulher e eu dou á tua.
Na nossa opinião são apenas 2 cornudos, machistas, não são swingers.(Pedimos desculpa pelo palavreado, mas é um termo consensual.)
Respeitamos todas as opções, menos as autoritárias e as fundamentalistas, estes dois conceitos não encaixam numa filosofia liberal, (alguém se identifica nesta perspectiva?)
Pode-se ser swinger sem ser liberal?
Será que estamos enganados? estaremos a deturpar a definição de swing, a floreá-la. Será a troca e só isso o swing?
Elucidem-nos, porque então (provávelmente) não somos swingers nem nunca seremos, mesmo que convivamos sexualmente com outros casais. Somos apenas liberais.
Suspeitamos, que o estereótipo português, e todos os defeitos associados como o xico-espertismo, o culto da má vizinhança, a superficialidade e a ignorância prepotente, presos a um fado de queixumes (isto nós assumimos) também está evidente na comunidade e actividades swingers portuguesas...
Porque são portugueses, não porque são swingers.
Deixem as vossas opiniões, (para ver se conseguimos deixar algo de positivo neste tópico)
OBRIGADO
BJS e Fantasias para todos.
Nianwolf |
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 boby


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Colocada: 20/03/07 Assunto: |
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| bom post e quanto ás respostas cada um deve pensar por si, o respeito deve e será sempre ser essencial em todas as coisas da vida e a falta de resposta a um mail demonstra falta no minimo de educação para quem tenta fazer o contacto mas infelizmente é o que mais por ai aparece. sejam felizes na vossa procura de mais calor na vossa relação não a deixem arrefecer por tão pouco á muito mais do que tudo isto. |
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 surt


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Colocada: 21/03/07 Assunto: |
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infelizmente muito do que dizem no vosso post é verdade e acontece com alguma frequencia. Ainda bem que decidiram espicaçar a vossa sexualidade, mas o melhor é esquecerem esses clubes e esses grupos e escolherem por vossa mão o que consideram aceitável ou nao.
E o swing em Portugal ou até noutros sitios nao implica uma mente aberta ou liberal, há até mentes bem enclausuradas nos seus preconceitos que praticam o swing, mas sendo um meio aberto há outros que nao sao assim e por isso é uma questao de escolher e ter sorte :) |
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 casalsac


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Colocada: 21/03/07 Assunto: |
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Basicamente, e no geral, concordo. Apenas para acrescentar o seguinte:
Ser swinger é um estereótipo e como qualquer outro estereótipo serve para “etiquetar” os outros. Ou seja quando se diz que um indivíduo é swinger, associamos imediatamente a troca de casais. Ora essa troca pode ser muito variada, ter várias condicionantes, etc. Mas uma coisa fica como certa: é alguém liberal na sua forma de ter e pensar o sexo.
Agora a forma como aplica essa sua liberdade apenas a ele diz respeito, desde que não a imponha a terceiros, e aqui inclui-se a respectiva mulher ou marido.
Tal como o naturismo, o swing é uma forma de encarar a vida. Não podemos dissociar do Homem a sua vertente sexual, pois, de todos os animais, é o único que faz sexo pelo prazer que isso lhe proporciona. Assim poderemos considerar um swinger como alguém que é liberal na sua forma de encarar o sexo e isso vai reflectir-se em toda a sua vivência na sociedade. Aqueles que praticam a troca de casais em qualquer das suas vertentes (soft, etc.) e depois no seu dia a dia não deixam a mulher (marido) olhar para a vizinha do lado, podem ser swingers mas definitivamente não são liberais e parece-me que um swinger se quer liberal.
As pessoas têm tendência, elas próprias para criar rótulos; assim, ser swinger, pode ser muita coisa diferente e cada um que se indentifique com determinado aspecto do swing afirma-se como tal. Até mesmo aqueles que, sem parceiro(a) certo(a), afirmam sê-lo. Há também quem afirme que para se ser swinger é necessário estar casado. Ou seja, quem não for casado não é swinger...
Por isso a escolha de ser swinger, liberal ou ambos, é apenas vossa.
E porque não, em vez da etiqueta, afirmar apenas que gostam de variar de parceiros, aprender novas técnicas, conhecer novas pessoas, novos prazeres? Muito provavelmente isto é ser swinger mas será que se querem identificar com aquilo que se diz ser swinger? Ou com aqueles que se dizem ser? Conheci poucos casais que, afirmando ser swingers, o eram na realidade.
Para mim poderão ser apenas um casal na sua busca (incessante) pelo prazer do sexo e que por isso se podem afirmar de espírito liberal em contraposição à “sujidade judaico-cristã”. |
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 _kasalinho_


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Colocada: 29/03/07 Assunto: |
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Boas
Bem… há algum tempo que não venho aqui, não por não querer mas devido a compromissos que o impedem, continuando, é triste, é realmente muito triste, comecei a frequentar este espaço há 2 ou 3 anos, e as questões que aqui apareciam, continuam a ser as mesmas, ou seja em 2 ou 3 anos nada mudou.
O mundo avança mas as mentalidades são as mesmas, não evoluem, é triste…
Continua a haver casais que preferem enganar-se mutuamente e isto não só em respeito a sexo, desde um simples desejo pela vizinha(o) ou colega de trabalho que é escondido do parceiro como se fosse uma coisa “do outro mundo” um homem desejar uma mulher ou vice versa.
No que nos toca, identificamo-nos com a filosofia swing em que há a troca de casais para prazeres mútuos, mas não excluímos a hipótese de um membro do casal poder satisfazer uma fantasia ou curiosidade pessoal com outro elemento que não o cônjuge, neste caso seríamos mais liberais (?) no fundo é o que diz o Sac, a nossa sociedade passa mais tempo a etiquetar as pessoas do que a perceber-se a si própria, em que cada um é como cada qual e como tal deve ser respeitado e não etiquetado.
Apesar de pensarmos como pensamos, ainda não aconteceu nada, um dia há-de acontecer, mas não é por isso que decidi responder, depois de ler o tópico, quero apenas dizer-vos que façam o que vos apetecer desde que de comum acordo e “borrifem-se” para não dizer “estejam-se a cagar” para o que os outros pensam.
Fiquem bem e bem hajam por pensarem diferente! |
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 batato


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Colocada: 01/04/07 Assunto: |
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| _kasalinho_ escreveu: | ou seja em 2 ou 3 anos nada mudou.
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... pois não, olha eu continuo à vossa espera... vê lá... |
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 mgarcia


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Colocada: 11/06/07 Assunto: |
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Nianwolf
Estamos totalmente de acordo convosco. As nossas primeiras experiências foram em clubes espanhóis, e não dá para acreditar na diferença!!!
Lemos alguma coisa sobre swing noutros países e chegámos à conclusão que a maioria dos clubes cá do burgo, e o pessoal que os frequenta nada tem a ver com casais liberais ou mesmo com swing como se entende na maioria dos outros países. O que é engraçado é que quando eles se querem divertir vão para França, porque cá não conseguem, tão preocupados que estão com a manutenção do "status quo".
E pensamos que há muitos interesses em jogo, monetários, políticos, de tráfico de influências, etc, por detrás dos tais "gurus swingers"
Até porque quando um clube tenta ser diferente são eles próprios a arranjar forma de o fechar, com ataques permanentes, denúncias às autoridades, etc.
Já agora nós, se não andamos a publicitar que somos swingers à família e amigos, também não temos vergonha de ser vistos a entrar num clube de swing, ao contrário de todos esses senhores cujo maior medo é que alguém os veja a entrar num certa porta lá para os lados de Belém...
O nosso conselho é que ignorem essas coisas, explorem a vossa sexualidade a dois e a mais que dois até onde conseguirem (respeitando sempre os limites um do outro!!!). Para ter um primeiro contacto agradável com o swing, sugiro um pulinho ao país vizinho (em Sevilha, já aqui ao lado, há meia dúzia de clubes, em Madrid e Barcelona são dezenas.
Vão`dançar um pouco na pista de dança às escuras e tenham muito prazer, tudo começa aí...
Já agora, tem aqui um link util:
http://www.parejas.com/locales/
Beijos |
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 inyou


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Colocada: 11/06/07 Assunto: |
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Penso que estão a dar demasiada importância aos retrógrados desta nossa sociedade.
O Homem é um animal de hábitos e profundamente influenciado pela religião, até ateus, como eu, têm o descanso semanal ao Domingo, porque Deus terá descansado ao sétimo dia.
Quanto a mim, esta expressão é muito importante: o "quanto a mim", deve vir sempre antes de uma opinião e se outros nos condenam por apenas tentarmos ser felizes, que se lixe pois acabam por calar.
A minha vontade, a minha opinião, o meu modo de alcançar a felicidade, só a mim me diz respeito desde que não pise ninguém.
Acho que o preconceito aqui expresso deve reforçar a vontade de encontrarem as "vitaminas" que precisam sem tentar mudar nada, ainda não temos sociedade para isso.
Só para vos dar um exemplo, eu tenho uma teoria acerca da traição e da legalização do aborto que parece me expresso em chinês quando as exponho, resultado: quem não me tenta compreender, continua, não evolui, não cresce...
Ser pequeno de espírito é a coisa mais triste que pode acontecer a uma pessoa... QUANTO A MIM!!! :wink: |
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