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 psycologo


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Colocada: 19/06/07 Assunto: TIPO 5 - Eneagrama - O Observador |
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Visão Geral
Observador, é como um castelo (estrutura alta e impenetrável, com janelinhas no topo). O ocupante raramente sai dos muros, observando em segredo quem chega e evitando ser visto.
Quando criança, sentiu-se incomodado: as paredes do castelo foram rompidas e a sua privacidade invadida (porque a família era intrometida demais ou porque se sentiram tão abandonados pela família que aceitaram o seu destino, aprendendo a desligar-se dos sentimentos a fim de sobreviver). Recebeu pouco carinho e proximidade, permanecendo subdesenvolvidas as suas capacidades de manifestar sentimentos.
A sua defesa consiste em retirar-se, em minimizar o contacto, em simplificar as necessidades, em proteger ao máximo a sua privacidade, criando uma distância segura. Criou o hábito de se auto-proteger, às vezes mascarado por sentimentos de superioridade em relação aos que procuram reconhecimento e sucesso.
É uma pessoa independente. Pode viver feliz na solidão, tem necessidades muito modestas, não gasta energias com coisas triviais (é o eremita típico). Alguns têm fortes dons contemplativos.
A primeira experiência de alguns foi uma espécie de vazio, por isso, desejam ardentemente a plenificação. Alguns já terão sentido no ventre materno “não sou desejado”; outros tiveram pais física e psicologicamente inoportunos ou cresceram num espaço apertado. O seu mundo interior era o único espaço livre.
Sente-se vazio por dentro e incapaz de pedir e, por isso, apega-se ao pouco que tem (lembranças, ideias).
Raramente se interessa pela riqueza ou por coisas materiais (o dinheiro serve penas para manter a independência).
O prazer pela vida é experimentado quando está só, livre para saborear retroactivamente o que viveu durante o dia.
Mantém vivos os relacionamentos precisando apenas de um contacto mínimo e de maneira não verbal.
As suas preocupações são:
a sua privacidade: não se envolve, tem aversão a pôr o seu tempo à disposição dos outros, pois tem a sensação de dispor de pouca energia e sente-se facilmente esgotado quando precisa de interagir;
retirar-se: tem medo de sentir; desviar a atenção dos sentimentos é uma questão central – pois ‘o drama é para seres inferiores’; supervalorização do autocontrolo;
as emoções retardadas: retém os sentimentos enquanto as pessoas estão presentes;
a compartimentação da vida: a vida é dividida em vários sectores; os compromissos são mantidos separados uns dos outros; cada amigo é mantido no seu sector diferente;
o desejo de previsibilidade: deseja saber com antecedência o que vai acontecer; algo inesperado pô-lo em pânico, por se sentir numa situação não desejada.
A sua maneira de prestar atenção consiste em olhar-se a si mesmo e à vida a partir do ponto de vista de um observador externo: isso pode gerar isolamento em relação aos sentimentos e acontecimentos da própria vida, ou capacidade de manter pontos de vista neutros, sem influências emocionais, o que ajuda na tomada de decisões (pensa com clareza sob pressão).
Pensa antes de agir e, aparentemente, possui uma certa objectividade: é “o cérebro por detrás da cena”, o que fica frio quando os outros se preocupam.
Tem uma propensão natural para a planificação e para projectos de longo prazo que exijam uma pesquisa meticulosa, trabalhando por detrás dos bastidores e sem precisar de reconhecimento público.
Pode ser um descobridor de novas ideias, um pesquisador ou um inventor. É objectivo, interrogador, interessa-se por conhecer as coisas ao pormenor. Aberto e receptivo a novos factos e impressões, tem ideias originais, provocantes, surpreendentes, não ortodoxas, profundas.
É um bom ouvinte (escuta com atenção). O CINCO redimido une os seus conhecimentos a uma busca de sabedoria e de compreensão.
Pode ajudar outras pessoas a perceber a realidade com mais sobriedade e objectividade.
Esforça-se também por conseguir um discernimento empatizante do coração.
Possui uma força interna serena, é delicado, amável, cortês, terno.
Sente insegurança, tem sensação de não ter lar, experimenta a solidão. Isso pode levar a que se feche em si mesmo como um animal que se finge morto quando está em perigo.
Passa pela vida recolhendo tudo o que pode, na esperança de preencher o vazio. Desse modo, torna-se receptivo e acolhedor. O CINCO não-redimido é compelido a furtar.
A paixão de “coleccionar” tem, muitas vezes, como objecto ideias, conhecimento, sossego, espaço. Pode também ser um coleccionador.
Precisa de um ambiente privado, independente e protegido.
É muito comum que seja introvertido (é, por natureza, monge, eremita, sábio de gabinete, bibliotecário).
É muito comum que use óculos (a sua energia concentra-se em ver tudo, em captar tudo, sendo os seus olhos como que aspiradores de pó: vê tudo, ouve tudo e retém tudo).
Gosta de tirar fotografias, assumindo assim o lugar de observador.
Tenta não se envolver sentimentalmente e tende a desenvolver algo com objectividade.
Para ele, é importante manter a calma, pelo menos externamente. Procura não manifestar raiva, apaixonar-se ou competir com ninguém. O “espalhafato” é-lhe odioso.
Exteriormente, parece petulante e frio: age como se não precisasse de ninguém e como se se considerasse superior.
Na verdade, tem uma vida sentimental intensa, mas os sentimentos ficam bloqueados atrás do acontecimento (vê, retém, analisa e, só no final do processo, é que vem o sentimento).
Vincula-se mais aos ausentes do que aos presentes (em relação aos ausentes, tem sentimentos mais vivos).
A amizade com o CINCO pode ser gratificante, se não esperarmos dele três coisas: iniciativa, proximidade corporal, constante doação total. Tem medo de estender o dedo para que não lhe tomem a mão.
Quem entender um CINCO, encontrará nele um amigo fiel, um ouvinte discreto, um excelente conselheiro. As amizades são duradouras, desde que haja independência e liberdade para se retirar quando necessário.
Normalmente, demora muito até concluir a sua formação para algum serviço: precisa de sentir que domina bem o assunto, para depois, sentindo-se maduro, assumir uma tarefa. No entanto, isso pode nunca acontecer. A sua realidade nunca consegue acompanhar a realidade do mundo.
Faz tudo para fugir das atenções (inclusivamente, estuda bem o seu comportamento). Se a conversa se torna pessoal, ele consegue desviar o assunto. Quando percebe que alguém quer sondá-lo, retira-se.
Rejeita a “partilha” (sobretudo de sentimentos): não quer expor-se, mas escuta com atenção o que os outros dizem.
Muitos têm dificuldade no papel de pais
Procura um cantinho bem isolado. Detesta importunos e invasores. Protege cuidadosamente a sua privacidade.
Sente necessidade de se retirar periodicamente para se reabastecer.
Muita gente e muita proximidade provocam-lhe cansaço: precisa de tempo para si mesmo, para ordenar os seus pensamentos.
Quando fica horas a fio a olhar para a mesma coisa (ou para nada), tem a calma que quer (sabe que ninguém lhe pedirá nada, nem precisa de dar nada).
Nem todos são intelectuais mas, mesmo os que não são, não se metem naquilo que não entendem.
O CINCO não-redimido pode apresentar traços “esquizóides”, desenvolver formas de autismo ou cair no niilismo (o “pensar puro” desligando-se da corporeidade).
Tentação (Dilema): Conhecimento (a tentação é saber; para ele, saber é poder)
O CINCO não-redimido acha que pode garantir a sua vida tendo informações detalhadas sobre tudo.
Nunca fica satisfeito com o que sabe: precisa sempre de mais um curso.
É fascinado com os sistemas teóricos que explicam o universo ou a psique.
Toda a vida se destacou por ser intelectual e fica desarmado quando descobre que a sua força também é seu pecado.
Fuga de: Vazio
Motivação fundamental: Cobiça (Ganância)
Não é um doador: armazena bens espirituais e materiais (é coleccionador...).
Embora seja capaz de prescindir, de viver sobriamente, a cobiça é um apego ao que se tem (por medo de perder o pouco que tem e de, perdendo isso, perder a independência e passar a precisar dos outros).
Mecanismo de Defesa: Retirada (isolamento) / Segmentação
1- Retirada (demarcar-se, afastar-se, isolar-se)
O que mais teme é o compromisso emocional (quando tocamos num CINCO, a sua reacção é um pulo ou um susto), por isso, muitos têm índole para o celibato: pode tornar-se um solteirão excêntrico ou uma solteirona sabichona que se oculta por detrás dos óculos. O conhecimento é a sua defesa.
Teme os laços concretos; prefere ficar no mundo abstracto das ideias e teorias.
Explica o mundo mas raramente faz algo para o melhor.
Tende para o conservadorismo (alguns cientistas recusam-se a ter em linha de conta as implicações éticas dos seus conhecimentos).
Quer ver sem ser visto (“guerrilha na selva”).
De forma precipitada, apela para razões religiosas e, por falsos motivos, rejeita as coisas amargas da vida.
Para um CINCO, a meditação oriental pode ser um perigo por servir a imaginação contra o “mundo” e a “carne”.
2- Segmentação
Tende a dividir a vida em secções, que funcionam independentes, podendo ter amigos em cada “departamento”, isolados, desde que se mantenham nos seus limites.
Só encontra segurança quando as coisas ficam bem definidas e delimitadas. Considera ser uma ameaça tudo o que se apresentar como surpresa, de forma inesperada.
Armadilha: Avareza (sobretudo em relação ao seu Eu)
O que possui dá-lhe segurança. Tem medo de se perder ao doar-se (isso pode chegar ao caso patológico do avarento).
É modesto nas suas exigências e tem inclinação para a ascese. (controla tudo para não desperdiçar nada e orgulha-se de ser tão comedido).
Às vezes, o início da vida foi duro, pois não tinha o que precisava e aprendeu a contentar-se com pouco.
A avareza e a sobriedade são conciliáveis no TIPO 5.
Fonte: José Luís Gonçalves, Dr. |
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 inyou


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Colocada: 19/06/07 Assunto: |
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| Conheço um filho da mãe assim! |
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 psycologo


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Colocada: 19/06/07 Assunto: |
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| inyou escreveu: | | Conheço um filho da mãe assim! |
Conheço vários filhos de sua mãe:) |
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