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 psycologo


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Colocada: 20/06/07 Assunto: TIPO 6 - Eneagrama - O Colaborador |
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Visão Geral
Muitos não desenvolveram um sentimento de confiança porque tiveram pais sem autoridade, sem confiabilidade, violentos ou de sentimentos frios.
Quando pequeno, perdeu a fé na autoridade. Na vida adulta isso reflecte-se num sentimento de suspeita em relação aos outros. Tenta atenuar essa insegurança buscando um protector forte ou agindo contra a autoridade (advogado do diabo).
Muitos recebiam castigos sem uma razão evidente e, consequentemente:
ou tiveram que procurar um “protector” em quem confiar;
ou aprenderam a detectar o menor indício de perigo para procurar a tempo a protecção;
ou tiveram que se prevenir agressivamente contra a violência.
Quando a solução foi procurar um “protector” em quem confiar, a pessoa é levada a procurar uma autoridade (instituição, livro).
Colabora facilmente. Sabe trabalhar em grupo. É confiável: no relacionamento, é possível crer na sua fidelidade.
A amizade com um SEIS é marcada por sentimentos ternos e profundos. É frequente serem espirituosos, originais e terem um grande sentido de humor. Dedica-se de corpo e alma às pessoas de quem gosta.
Valoriza a tradição e a sua preservação, mas também se dispõe facilmente para abrir novos caminhos.
Tem um sentido apurado para perceber o que é possível e o que é impossível de se concretizar. Percebe a tempo os aspectos negativos de um projecto. Tem um sexto sentido para detectar “perigos iminentes”.
Consegue ser perspicaz e corajoso quando se trata de abrir novos caminhos e de traçar novos limites. (Muitos estudiosos do Eneagrama acham que o TIPO 6 é o mais numeroso na sociedade ocidental; mas também é o TIPO que menos se reconhece e assume como tal).
É facilmente acometido de auto-desconfiança. Isso torna-o cauteloso, medroso, desconfiado (fareja sempre o perigo). A um nível psicopático, patológico, portanto, torna-se vítima da sua mania de perseguição.
Desde criança percebeu: “o mundo é perigoso”, “é preciso estar sempre alerta”, “não tenho autoridade interna suficiente para estar à altura de tudo isto, por isso, devo procurar segurança em algo fora de mim”.
É emocionalmente dependente dos outros, não tanto de si mesmo.
Gosta de estar junto dos outros, mas não sem antes os colocar à prova.
Adora a autoridade e, ao mesmo tempo, teme-a. A sua postura anti-autoritária leva-o a abraçar a causa dos oprimidos.
É obediente e também desobediente.
Teme a agressão dos outros mas, às vezes, é altamente agressivo.
Procura segurança e, mesmo assim, sente-se inseguro.
É amável e ajustado, mas, de repente, pode ser vulgar e cheio de ódio.
Acredita nos valores tradicionais, mas pode subitamente passar por cima deles.
Quer escapar do castigo mas, às vezes, ele mesmo chama o castigo sobre si.
Anseia por segurança, não se contenta com sonhos. Quer um mundo claramente dividido entre preto e branco e uma verdade clara que possa “levar para casa”.
No pior dos casos, o TIPO 6 desenvolve uma energia do tipo nazi, exigindo de maneira presunçosa e totalitária que a realidade seja à sua maneira, estando disposto a cumprir qualquer ordem que venha “de cima”.
Muitos SEIS experimentam hiatos na sua história pessoal (por exemplo, não conseguem acabar os estudos). Tem dificuldade em acabar tarefas, pois teme agir em seu próprio benefício. Pouco antes das provas é avassalado por um pavor paralisante. Acontece também não avançar, porque quereria aprofundar cada detalhe e tirar todas as dúvidas.
Põe em dúvida a sua própria posição, em vez de sustentá-la.
É pessimista e tem medo do sucesso. Não tendo sucesso, é menor o perigo de aparecerem em cena pessoas invejosas e concorrentes.
Por isso, finta o sucesso: atribui-o a outros ou impõe-se objectivos de tal modo inacessíveis que o fracasso já está assegurado. Luta pela sobrevivência e não pelo sucesso.
Quando tem algum êxito, esquece-o rapidamente. Cada situação apresenta-se tão difícil e ameaçadora que nada adianta recordar o passado.
É um notório perdedor (ao contrário do TRÊS). O “prazer de perder” pode assumir traços masoquistas (Woody Allen).
A maioria dos SEIS só aceita o elogio de forma contrafeita: acha que por detrás há alguma armadilha. Fica mais vigilante e desconfiado quando é tratado com afecto. Quem elogia o SEIS, deve fazê-lo introduzindo sempre um pouco de crítica construtiva.
A sua forma de prestar atenção é sondar o ambiente em busca de sinais de perigo e observar atentamente as pessoas em busca de indicações do que se passa nas suas mentes.
Pode localizar, com facilidade, os pontos fracos de um argumento e identificar um qualquer jogo oculto de poder.
É vulnerável a ‘ouvir’ insinuações e a acreditar que conhece as verdadeiras intenções dos outros.
Tem o hábito de se concentrar nos detalhes negativos, mesmo quando a situação é, de modo geral, boa.
Tem um bom desempenho, desde que haja uma definição clara de responsabilidades.
Estabelece requisitos sobre-humanos para si mesmo e, depois, desiste, por ser impossível alcançá-los.
Desconfia da ajuda dos outros, preferindo passar pelas situações sozinho.
Precisa que os seus medos subjectivos sejam levados a sério (mesmo que o alarme pareça falso).
Tem tendência para suprimir o lúdico como forma de se manter vigilante.
Protela a acção: o pensar substitui o agir (tem medo de tomar iniciativas).
Desconfia dos motivos dos outros.
Experimenta amnésia a respeito de sucesso e prazer.
Demonstra fidelidade e responsabilidade em relação à causa, ao oprimido e ao líder forte.
Tem medo da raiva aberta e, geralmente, atribui-a aos outros.
Tem um estilo intuitivo, uma imaginação poderosa e uma atenção dirigida a um só ponto.
Distinção Fóbico – vs – Contrafóbico
SEIS Fóbico:
Precavido, hesitante, desconfiado, evasivo, amedrontado.
Dificilmente confia em si e nos seus instintos.
Foge do perigo.
De certa forma, é uma pessoa de trato fácil.
Quando confia num “guia”, é capaz de se deixar orientar, passo a passo, por ele e de, aos poucos, se tornar mais solto e mais auto-confiante.
SEIS Contra-fóbico:
É capaz de causar grandes prejuízos aos outros.
Em casos extremos, torna-se membro de grupos radicais.
Procura situações de risco e desportos perigosos, pois prefere atacar a situação de frente, em vez de estar sempre a ser martirizado pelos seus medos.
Finta o medo compensando-o por uma dureza imposta, pela força artificial e pela temeridade.
Não tem acesso ao medo que o domina.
Basta um pretexto para explodir. (em casos extremos, pode passar a vias de facto: gritar, refilar, mentir).
Não aceita críticas ou rejeição do que acham certo e defendem encarniçadamente as suas causas. (o que pode levar a comportamentos intoleráveis).
Tentação (Dilema): Constante busca de segurança
Gosta de sistemas ortodoxos e fechados.
Tende para o fundamentalismo.
Procura a hierarquia, a segurança e a autoridade (podem ser militares fanáticos);
Tem um fascínio pela Lei (para a proteger ou para a infringir).
É o “advogado do diabo” (tem um sexto sentido para os disparates e momentos suspeitos).
Fuga de: Atitude errada e/ou Transgressão
Motivação fundamental: Medo
Quando no comando, encontra maneira de controlar os outros, dissimulando o medo com conceitos como “lealdade” ou “obediência”.
O medo é localizado na cabeça: são fantasmas cerebrais o que está na origem do medo.
Evita ter um comportamento errado: observa meticulosamente regras, leis, normas. Assegura de que ninguém infrinja o combinado.
Mecanismo de Defesa: Projecção
Fantasia para cenários apocalípticos (conta o pior).
A sua desconfiança (justificada por indícios insignificantes) projecta nos outros a inimizade, o ódio, pensamentos negativos.
Consegue levantar hipóteses engenhosas sobre os “motivos inconscientes” do parceiro.
A falta de auto-confiança faz com que veja nos outros motivações negativas.
Armadilha: do Seis Fóbico – Covardia; do Seis Contra-Fóbico – Ousadia
Sobrevaloriza as autoridades mas, ao mesmo tempo, desconfia delas.
No fundo, sente-se fraco e vulnerável.
Este facto pode fazer com que se submeta a uma obediência cega, mas também pode levar a que se unam a “cães de fila” para se sentirem fortes em grupo.
O lado positivo é a lealdade, a dedicação, a responsabilidade, esperando o mesmo dos superiores.
A dedicação pode tornar-se revolta quando a liderança em que confiava falha.
Pode tornar-se um lutador pela causa dos oprimidos (pelo facto de se sentir muitas vezes pisado e prejudicado).
Fonte: José Luís Gonçalves, Dr. |
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