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psycologo





psycologo está offline 
Colocada: 21/06/07    Assunto: TIPO 7 - Eneagrama - O Entusiasta Responder com Citação

Visão Geral

Em criança defrontou-se com um início de vida assustadora e dispersou o seu medo fugindo para as possibilidades ilimitadas da imaginação. Tem lembranças agradáveis da infância.
Parece não ter medo. Não transmite ansiedade. Não parece apreensivo e vai ao encontro das pessoas, numa tentativa de cativar e de desarmar com graça e jovialidade. Tende a ser alegre e radiante, entregue a muitos planos e a diversos prazeres.
É a eterna criança. A vida é ilimitada. É eternamente jovem.
É narcisista: está convencido das suas qualidades excepcionais, achando-se superior aos outros.
Tem gostos requintados e quer experimentar o melhor da vida. Gosta de manter a sua boa disposição. Quer aventuras e tem atracção por experiências culminantes (“champanhe nas veias”).
A tagarelice e o escapismo substituem o esforço e o trabalho real.
Procura manter abertas todas as opções e, por isso, dificilmente assume compromissos.
Tem a visão mais optimista do mundo: em algum momento no futuro, há-de vir a desenvolver-se um grande projecto. Irradia optimismo e alegria. Está atento à preciosidade de cada momento. Admira-se como uma criança e sente a vida como um eterno presente.
Tem necessidade de manter altos níveis de excitamento, através de muitas actividades interessantes ao mesmo tempo.
Mantém abertas múltiplas opções (evitando o compromisso com uma única coisa). Tem sempre muitas vias mentais abertas.
Substitui o contacto profundo por alternativas mentais que lhe dão prazer (falar, planear, intelectualizar).
Usa o charme como primeira linha de defesa: tenta escapar aos problemas através da conversa.
Presta atenção, inter-relacionando informações diversas. Isso pode leva-lo ao ‘escapismo’ racionalizado, a tarefas difíceis ou à capacidade de sintetizar e de estabelecer ligações incomuns. Há um desvio de atenção para a ‘memória positiva’: só se lembra do melhor.
Tem muita energia e trabalha dedicada e empenhadamente, desde que o seu interesse se mantenha vivo. Lida com dois ou três projectos ao mesmo tempo, mas não avança com nenhum. Observado de fora, parece distraído, mas, na realidade, apercebe-se das relações internas entre tudo.
Se os outros não reconhecerem os seus méritos, racionaliza a rejeição como sendo erro de outros.
Os compromissos casuais são fáceis, mas o compromisso definitivo é muito difícil.
É gregário, falador e cativante. Gosta de jogos e de brincadeiras.
A tendência para falar e para intelectualizar é também um substituto da acção.
Tem medo de “ir fundo” em qualquer coisa. A atracção pelo prazer mascara uma fuga ao sofrimento.
Tem dificuldade em se cingir a um projecto: estreitando a atenção, as capacidades objectivas vêm à tona (e com elas, o sofrimento). O seu auto-convencimento a respeito de uma capacidade não resiste a um exame (é-lhe doloroso poder revelar-se como sendo menos do que acredita ser).
Às vezes, o seu comportamento fá-lo parecer charlatão.
A sua atracção pela excitação condu-lo à curiosidade intelectual e à pesquisa criativa.
Procura nivelar a autoridade (de forma que não haja ninguém acima nem abaixo dele). Busca contactos amistosos e agradáveis como meio de desarmar a autoridade. Acha-se capaz de, através da conversa, se desembaraçar de problemas com a autoridade. Torna-se autoritário quando lhes é limitada a liberdade.
É uma pessoa óptima para aumentar o estado de ânimo de um grupo. É entusiasta e dá um bom contributo quando um projecto está em fase de idealização. Depois, vai-se desinteressando gradualmente.
Com a sua espontaneidade, dá impressão de que em tudo há beleza e bondade. Nada é supérfluo.
Cheio de idealismo e de planos, consegue entusiasmar os outros.
Ajuda os outros a verem e a usufruírem do lado bom da vida. É jovial, tem um humor contagiante e sabe rir de si mesmo. As crianças adoram o TIPO 7. À primeira vista, pode parecer “não ser bom da cabeça”.
É descontraído, cheio de humor, fantasioso, radiante, brincalhão. Tem um charme desarmado e sabe que tudo isso também serve para o proteger de agressões, do medo, do sofrimento...
Muitos tiveram experiências traumáticas para as quais não estavam preparados. Para que o sofrimento daí resultante não se repetisse, reprimiram ou disfarçaram as suas experiências dolorosas, passaram a descrever a sua vida “pintando-a” com cores alegres (mesmo que o cenário fosse negro), planeiam a vida como se cada dia prometesse o máximo de alegria e o mínimo de sofrimento. Juntando o útil ao agradável, conseguem alcançar o seu bem-estar.
Muitos riem sem cessar, o que, com o tempo, pode aborrecer os outros. Para eles, tudo é maravilhoso: a vida está cheia de prodígios e de surpresas agradáveis. É a “eterna criança”. Parece viver com os pés no ar. Usa abundantemente expressões como “o máximo”, “super”, “loucura”, “espectáculo”...
Está sempre ávido de novidades, como se o que sabe nunca chegue. Precisa de variedade, de estímulo, de novas vivências.
Precisa de explorar sempre novas possibilidades para maximizar a alegria de viver.
Adia ou ignora as tarefas desagradáveis (não podendo ser evitadas, são “almofadadas” com algo que dê felicidade).
É “viciado na adrenalina” e tem “champanhe no sangue”, sem, no entanto, perceber que muito do que faz é uma fuga aos próprios abismos.
Não é especialista, mas sim generalista: para ele, há sempre “muitas bolas em jogo”, uma vez que quer deixar sempre abertas todas as opções e esquivar-se do contacto íntimo com alguma coisa ou com alguma pessoa.
Se se dedica de forma total e profunda a algo ou a alguém, pressente sempre que o sofrimento o espreita e que os limites se podem tornar visíveis.
Domina a arte do “bluff”. É um gozador, um trocista, e dá a impressão de saber de tudo e de ter muitas qualidades.
Bastam-lhe poucos factos: sabem combiná-los talentosamente para dar a impressão de um todo completo.
Muitas vezes tem dificuldade em fazer opções em termos profissionais.
Gosta de trabalhar autonomamente ou num grupo que funcione bem (onde a sua liberdade seja respeitada). Torna-se autoritário e sofre quando vê a sua liberdades limitada por superiores.
Também não gosta de ter súbditos. O exercício do poder pode levá-lo a conflitos dolorosos.
Basicamente, é egocêntrico e vive preocupado com os seus próprios projectos. Fará sempre o que lhe agrada, quer tenha ou não alguém do seu lado. Esquece facilmente os outros.
Expressa a sua raiva menosprezando os problemas, ridicularizando e divertindo-se com as preocupações dos outros


Tentação (Dilema): Idealismo (Projecção)

A sua natural agilidade mental permite-lhe encontrar soluções brilhantes para problemas comuns.
Precisa de estar certo de que o seu empenho é por uma boa causa – algo que lhe traga alegria, a ele e aos outros.
Gostaria que todos fossem felizes.
Renuncia facilmente aos aspectos da sua actividade que possam causar prejuízo a outros (sobretudo quando há colisão entre a sua felicidade e a dos outros).
Tem recursos infinitos de energia física. Prefere ficar sem dormir a abdicar de algo interessante.


Fuga de: Sofrimento (Dor)


Motivação fundamental: Intemperança

É pouco moderado. Experimenta a gula, enquanto fome de excitação e de sensações físicas, mais do que enquanto necessidade de comer. É viciado na adrenalina: adora o ímpeto da energia física, da excitação, da aventura e da estimulação mental.
Prefere provar um pouco de tudo do que saciar-se com uma única experiência: “Mais é sempre melhor”.
Exagera em tudo: no comer, no beber, no trabalhar, no fazer projectos, nos relacionamentos, no comprar. Precisa, sobretudo, de brincadeiras, de alegria, de diversão.
Tem o dom de “condimentar” com detalhes engraçados um qualquer caso ou situação. É rápido a captar o lado cómico de uma situação. É um gozador, um brincalhão.
Gosta de ficção científica, de futurologia, de fantasia, isto é, de tudo o que subverta a realidade e o faça evadir. Por isso, também gosta de viajar. É capaz de ver vinte vezes o mesmo filme. Geralmente debate-se com problemas de peso.


Mecanismo de Defesa: Racionalização

Encontra motivos racionais para minorar as experiências dolorosas. A dor não é sentida, mas sim deslocada. Isso mostra claramente que é um tipo da “cabeça”. A felicidade e alegria vêm da cabeça (assim como o medo no caso do SEIS).
Alguns conseguem viver a vida toda sem perceber o lado obscuro de si mesmos e do mundo, e chamam pessimistas aos que “põem o dedo nas feridas”.
Precisa de muito tempo para se aperceber do lado negativo de algo. Por querer que tudo seja bom e belo, elimina os outros aspectos da realidade.
Corre o perigo da “inflação” do Eu, isto é, de ter uma visão exageradamente positiva de si.
Muitos, enquanto crianças, tinham medo do escuro e precisavam de dormir com uma luz acesa. Precisam, pois de cor e de luz na vida.
Quando uma situação (curso, retiro, conversa) começa a “apertar”, afasta-se ostensivamente: começa a fazer brincadeiras, senta-se nas últimas filas, conta piadas. Um dos métodos mais eficaz de afugentar a dor é brincar (“riso nervoso”).
Foge da dor. É um optimista. É difícil para ele ocupar-se dos problemas emocionais próprios ou alheios. Fica infeliz quando os outros estão infelizes. Precisa da vibração, de energia e de pessoas alegres.
Às vezes, precisa de influir no estado de ânimo de alguém que sofra, pois não consegue suportar a dor.
Quando as situações se complicam, disfarça e foge do assunto (“daqui a pouco, tudo vai melhorar”).
A alegria e despreocupação são apenas a fachada, aparentes. Ele mesmo sabe que, às vezes, por detrás de um sorriso esconde uma grande tristeza.
Deseja que haja alguém que o perceba para lá da sua alegria aparente e que o leve a sério na sua dor. Às vezes, a sua tentativa de partilhar a sua dor fracassa, pois não é levado a sério pelos outros. Aí, ele volta ao seu papel de palhaço.
Gosta de boa comida e tem um fraco por doces. Bebe para anestesiar a dor.
Enquanto o DOIS armazena amor, o SETE armazena alegria e felicidade. (O Renovamento Carismático é um Movimento com energia do TIPO 7).
Não é fácil criticar um SETE, pois este suporta tudo com um sorriso charmoso ou leva tudo para a brincadeira, dando a impressão de que a crítica não o atinge.


Armadilha: Planeamento

Fica continuamente a planear o futuro, com uma série de opções interligadas, destinadas a intensificar o prazer.
Quando a sua atenção salta compulsivamente entre várias opções interessantes, o SETE está em fuga.


Fonte: José Luís Gonçalves, Dr.


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inyou está offline 
Colocada: 21/06/07    Assunto: Responder com Citação

Estou ansiosa pelo "O" Besta Quadrada
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