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psycologo





psycologo está offline 
Colocada: 22/06/07    Assunto: TIPO 8 - Eneagrama - O Desafiador Responder com Citação

Visão Geral

Em criança, muitos terão sentido que eram oprimidos ou empurrados de cá para lá, não tendo em quem confiar a não ser em si mesmos. Terão tido, pois, uma infância combativa, onde os fortes eram respeitados e os fracos não o eram.
Bem cedo teve a impressão de que o mundo castigava as tendências “macias” e, por isso, firmou-se na dureza. Cresceu em ambientes em que não era permitido demonstrar fraqueza ou chorar e onde a força era incentivada (“Não toleres nada! Reage sempre! Mostra aos outros quem é bom!”)
Aprendeu a proteger-se adquirindo uma sensibilidade requintada quanto às intenções negativas dos outros.
O Tipo 8 chegou à conclusão de que os fortes dominam o mundo e que os fracos “levam a pior”, por isso, resolveu não se adaptar mas desenvolver a força, resistir, quebrar regras e, de preferência, comandar os outros, em vez de se deixar comandar (alguns desenvolveram esta atitude como reacção a pais muito “moles”, liberais e permissivos).
Descreve-se como uma pessoa que tentou ser boa quando nova, mas de cuja inocência os outros se aproveitaram.
A sua experiência básica é de que a vida é ameaçadora e hostil e de que não se pode confiar simplesmente nos outros, enquanto não ficar provado o contrário.
Para si, a questão central é o controle: ‘quem é que tem o poder? Será justa essa pessoa? ‘. Sente-se seguro quando controla uma situação. Quando está em posição de liderança, tem tendência para assumir o controle e para assegurar os limites do seu próprio ‘império pessoal’.
O teste de poder consiste em pressionar os pontos fracos das pessoas, para ver como reagem. Acredita que a verdade se revela na disputa: quando discutem ou se zangam, estão a experimentar as motivações do outro. Zangar-se e discutir é uma forma de estabelecer contactos e chegar à intimidade (embora isso geralmente produza o efeito contrário).
Actua de forma vigorosa e é capaz de transmitir aos outros um sentimento de força.
Tem um forte sentido de justiça e de autenticidade. Percebe instintivamente quando há corrupção, falsidade ou quando se pratica a injustiça e reage contra, de maneira aberta e directa.
Pode ser um rochedo de garantia para os outros e desenvolver grande sentimento de responsabilidade e solidariedade. Quando se compromete, é capaz de manifestar energias extraordinárias. A sua palavra inspira confiança.
Assim como as pessoas do TIPO 1 quer ser “um bom menino e uma boa menina”, as pessoas do TIPO 8 querem ser “maus garotos e más garotas”.
Observado de fora, muitas vezes confunde-se com o TIPO 1, pois ambos são governados por agressões. Uma das diferenças é que o TIPO 8 não se desculpa e não volta atrás (é difícil reconhecer um erro, pois isto poderia parecer fraqueza).
Pode ser muito rigoroso consigo mesmo e, inclusive, penitenciar-se duramente, sem que os outros o percebam.
O TIPO 8 também é confundido muitas vezes com o TIPO 6 Contra-fóbico. No entanto, a agressão do TIPO 6 provêm da cabeça e são expressão do medo que deseja prevenir; a agressão do TIPO 8 vem da barriga e dirige-se contra tudo o que entende ser fingimento e injustiça. Procura conflitos e chega, inclusivamente, a provocá-los. “Joga pesado” e é um notável “advogado do diabo” (gosta de ser do contra).
Quer previsibilidade e controle da sua vida, mas isso não deixa de entediá-lo, pois não tem uma posição para defender.
Uma vez definidas as regras do jogo, tem tendência a quebrá-las: cria problemas, “compra” querelas, intromete-se na vida dos outros, cria um caso por pequenas coisas.
Mesmo que não o demonstre de imediato, a sua reacção a novas pessoas, novas ideias e novas situações é de rejeição.
Por vezes, gosta de tomar o partido dos mais fracos. Não suporta falsas autoridades e hierarquias.
A sua paixão pela justiça e pela verdade faz com que se coloque muitas vezes ao lado dos fracos e dos desvalidos. Isso deve-se ao facto de saber que, por detrás da sua fachada de dureza, de invulnerabilidade e de brutalidade, existe uma criança, vulnerável e frágil. O seu exterior duro encobre um coração de criança.
Tem sentimentos de ternura e de vulnerabilidade profundamente arraigados (a maioria só permite que, no máximo, sejam 2 ou 3 pessoas as que vêem este lado). O amor expressa-se mais pela protecção do que por sentimentos ternos.
É inseguro quanto à criança que existe nele, mas, às vezes, descobre-a nos outros e quer protegê-la.
A Teologia da Libertação é, em grande escala, uma teologia com energia de TIPO 8.
Se estiver no poder, os seus subalternos sentem-se muitas vezes oprimidos e subjugados, enquanto que ele mesmo não se chega a aperceber que a sua atitude intimida os outros. Manifesta o seu desagrado de forma brusca e, de imediato, passa para as tarefas do dia. Os visados, porém, não se recuperam tão rapidamente.
Usa a “luta” para fazer contactos e não entende que este modo de fazer contactos intimida os outros. Pelo facto de gostar de luta, de conflito, de polémica e de achar isso algo lúdico, acha que os outros sentem da mesma maneira.
Quando ataca os outros, muitas vezes é para sacudir a fachada artificial do adversário.
Detesta informações imprecisas e quer saber exactamente o que está a acontecer. Quer saber quem é amigo ou inimigo, contra quem deve lutar e quem lhe deixa o flanco aberto. Tem grande respeito pelo inimigo de igual envergadura (D. Camilo e Peppone).
São muitas vezes excelentes jogadores, pois notam logo as fraquezas do outro e, sem remorso, aproveitam a vantagem.
A capacidade de desmascarar comportamentos inautênticos e demonstrações falsas de força, faz de alguns extraordinários terapeutas e pastores. Abalam a auto-imagem falsa dos outros, colaborando assim para que o “autêntico” possa vir à luz.
Como nenhum outro Tipo, tem o dom de fazer com que os outros possam atingir os seus verdadeiros potenciais.
Entusiasma os outros com a sua força carismática e motiva para o compromisso (Luther King, Fidel Castro, Che Guevara). Desperta nos outros a disposição de confiarem na sua liderança e de os seguir para onde for (as pessoas sentem que ele os levará a bom termo em tudo o que se propõem a fazer).
Tende a sair do sistema e a lançar pedras a partir de fora (ao contrário do TIPO 1, que é reformador a partir de dentro). Também isso atemoriza os outros (sobretudo as pessoas que dificilmente dão vazão à própria agressividade, ficam com medo do TIPO 8).
A sua agressividade mobiliza as agressões do lado contrário. Por isso, é fácil temer e odiar o TIPO 8. Não se envergonha de “pisar os calos”. Quando usa vernáculo é porque realmente quer dizer o que diz e diverte-se com isso. Sente prazer quando o público se contorce nas cadeiras. Não é diplomata.
Evita o desamparo, a fraqueza e a submissão. Por isso, tende a considerar correcta a sua opinião e fecha-se a opiniões alheias.
Tem um pendor para a arrogância e o autoritarismo. Às vezes, trata os colaboradores como “lambe-botas” e apresenta os seus adversários como maus ou fracos de espírito.
Por conhecer as suas próprias forças e ver de imediato as fraquezas dos outros, vai-se impondo aos demais e construindo falsas hierarquias: qualifica os outros no esquema “amigo – vs - inimigo”.
Ai daquele que se mostrar altivo contra ele (esmaga quem se mostra com autonomia ou opinião divergente; mas, quando alguém está em dificuldade, mostra-se realmente compreensivo e protector). Não se consegue vencer um conflito com o TIPO 8.
A sua verdadeira energia não é a ira ou o rancor; trata-se antes de uma paixão e de um total empenho em prol da verdade, da vida e da justiça (paixão por aquilo em que acredita ou pela pessoa por quem é responsável).
O maior erro que se pode cometer em relação a um TIPO 8 é deixar-se intimidar ou recuar quando ele faz pressão (é hora de entrar em luta aberta ou tentar dialogar com a criança que existe nele).
Protege o fraco, mas detesta covardia e mansidão (quando acha que o seu adversário é parvo ou incapaz, aplica-lhe o golpe de misericórdia, mesmo sabendo que este já “perdeu”).
Muitos praticam desportos vigorosos e gostam de experimentar carros de alta velocidade.
Raras vezes demonstram medo. Geralmente são atrevidos, amantes do risco e gostam de desafios perigosos. Vivem à beira da catástrofe e isso os anima, pois estão no seu elemento.
Tem um estilo de atenção radical - ou tudo ou nada! - que tende a ver as coisas extremadas (não há meio termo). Isso pode leva-lo a não reconhecer as próprias fraquezas e a negar os pontos de vista diferentes, ou ainda ao exercício apropriado da força ao serviço dos outros.
Quando a atenção se fixa numa postura de discussão ou de disputa, o seu campo de percepção restringe-se aos pontos fracos, com vista a defender-se do adversário (tem dificuldade em compreender o ponto de vista do adversário).
O estado preferido é o do excesso e o do movimento cheio de energia. É desinibido e tem muita energia física disponível, que podem gastar generosamente com os amigos.
Assim que um desejo se impõe, parte logo para a acção, antes que venha a frustração. Aí, assume uma postura de combate: a sua atenção fixa-se na meta e nada o distrai disso. Opiniões contrárias nem sequer são consideradas. É rude e cego para nuances pessoais, quando está obstinado em fazer algo.
Se for apertado (sentindo-se embaraçado) ou se perceber que os outros estão a ser condescendentes com ele, fica enfurecido e inflexível.
Quando amadurece, a necessidade de criar conflito como forma de descobrir a verdade dá lugar a uma capacidade rara de reconhecer a verdade única de cada indivíduo.
Os pensamentos de vingança amortecem a ansiedade experimentada pela criança que se sente impotente. Planear o modo de se desforrar serve para bloquear sentimentos de humilhação e de ameaça, ao sentir-se derrotado por um adversário. Geralmente, confunde o seu desejo de vingança com o desejo de justiça. Os seus desejos insatisfeitos vão e regressam à mente, tornando-o ansioso e irritável, até resolver a situação (‘Tenho que resolver isso pessoalmente, senão fico obstinadamente a pensar no assunto’).
Às vezes, deixa-se manipular para lutar pelas causas dos outros.
Desapegado de uma imagem pública polida, tem atracção por experiências marginais. É relativamente descomplicado e funciona com prazeres simples.
Detesta sentir-se excluído de qualquer grupo especial (ou de informações claras).
É um TIPO fascinante: as pessoas sentem-se constrangidas a reagir perante ele, queiram ou não. Não se esquece facilmente um TIPO 8.
É um amante apaixonado da vida. Nele oscilam as duas coisas: força vital e disposição apaixonada.


Tentação (Dilema): Luta pela justiça (é, ao mesmo tempo, o seu ponto forte e a sua tentação)

Pode levar a que se intitule o vingador ou o retribuidor, pois seu conceito de justiça é “compensação”.
Procura sempre um culpado a quem possa castigar (quando está voltado sobre si mesmo, existe o perigo de dirigir as agressões contra
si mesmo).


Fuga de: Fraqueza (Vulnerabilidade)

Motivação fundamental: Luxúria (descaramento, imoralidade)


É uma pessoa de “sangue quente”, da paixão pelo excesso.
A luxúria equivale à violentação de outra pessoa por prazer ou por paixão (o outro é usado, tornado um objecto, oprimido). O OITO não redimido não tem respeito pela vulnerabilidade ou dignidade do outro.
O OITO não-redimido pode fazer em relação aos outros sérias exigências morais, sem que ele mesmo as observe. Às vezes, oscila entre um rígido moralismo e um “deixa correr” total.
A exemplo do SETE, tende para uma satisfação excessiva dos instintos. Pode comer, trabalhar, beber e fazer sexo sem experimentar qualquer sentimento de culpa. Só tem sentimentos de culpa quando acha que foi injusto ou falso. Quando a atenção se fixa num prazer, é difícil desviá-la.
Nos grupos de jovens é o que “aguenta”, o último a ir para a “abandonar o barco”. Enquanto que o SETE gosta de evitar o sofrimento, o OITO alegra-se com ele, pois isto faz parte da vida plena e chocante.
Precisa de muito espaço só para si (alguns gostam de caçar, de pescar, de subir montanhas...) Não há maior tortura para o TIPO 8 do que isolá-lo e assim, limitar-lhe as possibilidades de agir para fora.
Não se sente constrangido de expressar a sua raiva nem de agir conforme os seus sentimentos.

Mecanismo de Defesa: Negação

Às vezes nega tudo o que não condiz com o seu conceito de verdade e justiça. Pode também negar e reprimir as próprias fraquezas e os limites do seu poder. Quando afectado por outros, pode negar os verdadeiros sentimentos, afastando-se, alegando tédio ou culpando-se intensamente por erros do passado. Isso pode levar ao hábito paralelo de negar a dor física e emocional.

Armadilha: Vingança e Retribuição (para ele, formas de reequilibrar a balança da justiça)

Uma vez que para ele é “tudo ou nada” e o mundo é dividido em “preto e branco”, amigo e inimigo, pode acontecer que descubra em si mesmo o maior inimigo e já não possa confiar em si mesmo, quando confrontado com a sua própria culpa.
Procura repor a justiça.


jinx





jinx está offline 
Colocada: 22/06/07    Assunto: Responder com Citação

Em linhas gerais este é o meuuu tipo lol 8)


psycologo





psycologo está offline 
Colocada: 22/06/07    Assunto: Responder com Citação

jinx escreveu:
Em linhas gerais este é o meuuu tipo lol 8)


(Tipo) 4 + (Tipo)8= 12

Conclusão: à dúzia sai mais barato:)
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