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psycologo





psycologo está offline 
Colocada: 25/06/07    Assunto: Última Tipologia: TIPO 9 - Eneagrama - O Mediador Responder com Citação

Aqui fica a última tipologia do Eneagrama.
repito: Saberão qual a vossa tipologia se, ao lerem a descrição de cada nº se sentirem um pouco desconfortáveis por dentro.


Visão Geral


Muitos contam que, na infância, foram desconsiderados ou que, de alguma forma, “naufragaram”. Foram ignorados ou rejeitados quando apresentavam a sua própria opinião. Os interesses dos pais ou dos irmãos pareciam ter sempre mais importância. Sentindo-se desconsiderados, aprenderam a entorpecer-se, a desviar as suas energias das prioridades e a esquecer-se de si mesmos.
Muitos nunca registaram qualquer acesso de ira. Resolveram guardar a raiva só para si.
Alguns, quando crianças, viviam em situação tão difícil e aparentemente insolúvel, que tiveram que tentar manobrar entre as várias frentes e entender os dois lados, de forma que não fossem, eles mesmos, triturados.
Desenvolveu uma sensibilidade aguçada pelos interesses e necessidades dos outros e tendeu, com o tempo, a confundir esses interesses e necessidades com os seus próprios interesses (neste ponto, o NOVE parece-se com o DOIS).
Alguns experimentaram uma harmonia tranquila, sem altos nem baixos ou sem desafios. Foram tão mimados que muito cedo se acomodaram.
Perdeu o contacto com aquilo que, ele mesmo, quer, deixando-se absorver pelos desejos alheios, desviando a atenção para tarefas secundárias e fugindo da realidade com distracções, através de uma rotina previsível e de bastante comida e bebida.
Aprendeu a incorporar os entusiasmos dos outros como se fossem seus. Dizer ‘não’ é, para um NOVE, muito difícil. É menos ameaçador parecer dizer ‘sim’. Parece concordar por não ter dito ‘não’, mas continua do lado de cá, sem se comprometer. Pode permanecer muito tempo sem se decidir.
Tem dificuldade em distinguir o essencial do secundário.
Tem dificuldade em tomar uma decisão porque, identificando-se tão facilmente com os pontos de vista dos outros, vê razões positivas em todos os lados da questão (‘Porquê tomar posição quando todos os lados têm seus méritos?’).
Refugia-se na segurança de não saber o que quer, de não ter uma posição a defender, de ficar numa sonolência descomprometida, onde as decisões ficam pendentes. Espera sempre que os outros resolvam os problemas ou que as situações se resolvam por si.
Apesar de tudo, é o tipo mais teimoso do Eneagrama: quando é forçado a tomar decisões, empata e recusa-se a mexer-se um milímetro que seja.
A sua decisão é não tomar decisão alguma, sentir raiva mas guardá-la, parecer alinhar, embora esteja dividido internamente. A tomada de decisões é retardada também por questões antigas mal resolvidas. A sua mente é habitada por assuntos não resolvidos. Fica preso ao passado e não consegue comprometer-se com o presente.
Para ele, é mais fácil tomar decisões quando há várias opções: a que não for rejeitada é a preferida (sabe melhor o que não quer do que o que quer).
Sofre por não saber o que quer e, ao mesmo tempo, é abençoado por esse mesmo facto: tendo perdido a sua posição pessoal, empatiza facilmente com a experiência interior dos outros.
Promove a paz e é um bom mediador, pois tem capacidade para concordar com todos os pontos de vista, não se comprometendo com nenhum.
Age pelo hábito (liga o ‘automático’) e pela repetição de soluções familiares (ritualismo). Tem capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e desenvolver tarefas complicadas sem precisar prestar atenção. Presta atenção de modo globalizante.
Está entre o UM e o OITO: hesita entre ser correcto e ir contra as regras. Em criança, tentou vencer o dilema de se acomodar ou de se rebelar e não chegou a nenhuma conclusão.
É o Tipo do Eneagrama onde a raiva adormeceu (agressão passiva). A raiva é manifestada de forma indirecta. Como capta facilmente o que os outros querem, sabe como aborrece-los, não fazendo o que esperam. Armazena raiva, até rebentar: só reage quando não pode aguentar mais. No entanto, a sua reacção demora: primeiro, atende às opiniões dos outros (que, para ele, parecem correctas); depois, detém-se muito tempo a analisar tudo, de todos os ângulos possíveis; só depois chega à conclusão de que não há qualquer problema em sentir raiva e, só então, a expressa de forma vulcânica (o que assusta os outros, que estão acostumados a ver nele mansidão). Tendo expressado a raiva, sente-se aliviado.
A sua capacidade de aceitar os outros sem preconceitos faz com que estes se sintam compreendidos e aceites por ele. Tem sentimentos amistosos e cooperativos e sabe ouvir os outros até ao fim.
Trabalha bem se receber credibilidade, mas não busca abertamente o reconhecimento. Dá-se bem em empregos de rotina.
Experimenta sensações de entrega, de fusão, de absorção e, às vezes, de perda de identidade.
Pode ser árbitro imparcial, pois sabe reconhecer os aspectos positivos de ambos os lados.
Por vezes, o seu sentido de decência faz dele um lutador empenhado pela justiça e pela paz.
Consegue expressar verdades duras com calma e com uma tal naturalidade que parece fácil aos outros aceitar essas verdades.
Para muitas pessoas, parece fácil alcançar a tranquilidade ao lado de um Tipo 9.
Está no vértice do Eneagrama. Representa, de certa forma, a natureza humana primitiva e não corrompida. (No interior da África e da Ásia, é fácil perceber que a maioria das pessoas é do Tipo 9. Assim se explicará o conflito que nasce do contacto entre o negro africano e a sociedade ocidental. Veja-se o livro “O Papalagui”, que descreve o choque de mentalidades entre o agir primitivo e a civilização ocidental.)
A sociedade dita “civilizada” fez da atitude do Tipo 9 um pecado e chamou-lhe indolência ou preguiça. Aquilo que se apresenta como falta de iniciativa é antes uma espécie de confusão interna.
O NOVE tem dificuldade em entender a sua natureza. Precisa, antes de tudo, de descobrir o que realmente quer e de tomar consciência de quem ele é.
Então, descobre que está “em toda a parte e em lugar nenhum”. É, por isso, generalista: sabe de tudo, mas nada com precisão.
Muitas vezes, ou lhe falta vontade ou não se esforça o bastante para mostrar aos outros o seu talento.
Consegue imiscuir-se ou retirar-se de uma situação sem que isso chame muito a atenção.
Na conversa, quando alguém inicia um tema, é capaz de levá-lo adiante, ainda que não o faça com grande paixão. Se o parceiro mudar de tema, ele também o acompanhará (gosta de remar a favor da corrente).
É amável – basta que o amemos. Às vezes, procede com tal delicadeza e brandura que mal percebemos tratar-se de uma pessoa.
A maioria dos NOVE não vai, com toda a certeza, mudar o mundo, porque prefere o caminho do menor esforço e tem medo de decisões que possam significar compromisso.
Gosta de “fugir com o rabo à seringa” de tarefas importantes e de fugir de tudo o que é difícil e exige muita energia.
Considera-se descomplicado e simples e é desse modo que age. Esta característica faz com que os outros tenham facilidade em lidar com ele. É sincero. Nele não há motivações menos claras: diz o que sente, mesmo que para o descobrir tenha que fazer esforço.
O que diz é realmente o que pensa. Alguns confessam que, às vezes, há neles uma compulsão interna que os força a responder francamente às perguntas que lhes são dirigidas. Posteriormente podem arrepender-se porque confiaram em alguém que realmente não merecia a sua confiança.


Tentação (Dilema): Auto-rebaixamento (para ganhar tranquilidade)

A tentação consiste em diminuir-se, sobretudo diante de si mesmo.
À primeira vista, age com humildade, mas, por detrás disso, existe uma falsa modéstia e algum medo de aparecer.
Por não estar seguro de si, prefere manter-se em segundo plano e fazer com que a sua imagem não chame a atenção. Consegue entrar e sair de uma sala sem que ninguém o perceba. Procura não atrair a atenção dos outros e nada faz para aparecer.
Prefere que os outros se apercebam dele por iniciativa deles e que sejam os outros a vir até ele. Quando isso acontece, fica agradavelmente surpreso e prontifica-se a sair do seu esconderijo interior.
É por este motivo que existem poucas pessoas do Tipo 9 que sejam famosas.


Fuga de: Conflito


Motivação fundamental: Preguiça

A sua preguiça é entendida, não tanto no sentido de não fazer nada, mas no sentido de não perceber o curso correcto da acção nem conseguir manter-se “no rumo traçado” sem se desviar para coisas que não são essenciais (os monges antigos falavam da “acedia”, isto é, demónio do meio dia.)
O NOVE é, por natureza, acomodado e lento no agir, o que pode irritar os outros.
Para ele, é problemático tomar iniciativas, desenvolver projectos, assumir e realizar tarefas.
Faz tudo para não se comprometer e para não ser forçado pelos outros (por isso, é preciso que os contratos e combinações com ele sejam bem definidos). Se deixarmos um grande espaço para a sua autodeterminação, existe o perigo de nada ser feito.


Mecanismo de Defesa: Anestesiar-se (narcotizar-se, inibir-se)

Pelo facto de não se sentir preparado para muitos esforços nem muitos desafios, muitas vezes, refugia-se nalgum vício.
Só com dificuldade entra em acção. É tentado a pensar: “talvez um copo de bebida ajude...”. Recorre a estimulantes externos porque dificilmente consegue estimular-se.
Às vezes, dá impressão que está no mundo da lua. Quando não acontece à sua volta, é capaz de adormecer em plena luz do dia. O sono pode ser o lugar ideal de fuga, quando a vida se torna cansativa (embora, às vezes, tenha insónias à noite).
Quando se encontra numa situação aflitiva, pode retrair-se: não quer ser um peso para os outros e não lhe passa pela cabeça que alguém possa entendê-lo ou ajudá-lo ou que alguém se interesse pelo seu problema.
No entanto, quando atinge o ponto crítico em que parece como que paralisado, precisa necessariamente de ajuda externa.
O amor e a dedicação são os meios miraculosos para levantar o ânimo a um NOVE à beira do abismo (esse amor deve, porém, ser apenas o empurrão inicial).


Armadilha: Indolência e Comodismo

“Não vale a pena fazer esforço. É tudo tão complicado e tão cansativo. Porquê ficar de pé se posso estar sentado e porquê sentar-me se posso estar deitado?”.
O seu lema é: “não me aborreçam”.
O NOVE não redimido raramente pensa em estabelecer contactos ou criar relacionamentos. É muito raro que dê o primeiro passo nesse sentido.
É frequentemente iludido por ele mesmo, pela sua indecisão. É cínico em relação a si mesmo: crê que não vale nada, que nele nada presta. Tem tendência para a resignação.
A sua atitude é passivo-agressiva: dizer para si “não me comprometo” reflecte também uma certa arrogância para consigo mesmo e para com os outros (“vocês não merecem que eu me canse”).
Sendo um Tipo do Ventre, carrega em si uma atitude hostil e uma profunda desconfiança contra a vida (embora este sentimento esteja bem escondido).
Evita conflitos: abstém-se e ausenta-se.
Consegue recusar-se terminantemente a colaborar na mudança de uma situação. Não mexe uma palha e espera que o problema se resolva por si.
Às vezes, perante o que os outros esperam dele, reage como se não tivesse percebido nada. As expectativas não abertamente declaradas, ele simplesmente não corresponde (esta é a única forma de fingimento que se pode encontrar no NOVE).
Leva muito tempo até exteriorizar a sua raiva. A sua passividade pode provocar uma explosão no outro o que pode abrir caminho para um confronto.
Pode acontecer que a sua “explosão” seja lentamente preparada: só explode depois de reflectir e de concluir que a sua explosão se justifica. Nessa altura, deixa toda a gente assustada.
Não enche a cabeça de preocupações inúteis. Dispensa todos os pesos inúteis e procura as coisas simples e claras. Tudo o que é confuso e abstracto causa-lhe enfado.
O NOVE não-redimido consegue evitar tudo: a vida, o mundo, o bem e o mal e, inclusivamente, a si mesmo.
Não possui mecanismos de defesa para se proteger das agressões do mundo externo.
Como “Filho do Paraíso”, não se sente preparado para enfrentar as seduções e perigos do mundo em que vive. Quase tudo o que vem do mundo externo se mostra para ele penoso e stressante.
Gasta as suas energias a anestesiar os conflitos internos e externos e a reprimir sentimentos fortes.
Mesmo estando calmo exteriormente e a relacionar-se pacificamente com os outros, pode acontecer que interiormente esteja a ferver. Mas, como nem sempre ferve, pode também experimentar verdadeira paz interior.
Pode sentir dificuldade em dar o passo para uma união afectiva definitiva, pois oscila entre desejos de simbiose e de autonomia. É-lhe igualmente difícil a separação, no caso de um relacionamento que durou anos.
Alguns NOVE, não-redimidos, têm medo de energias incontroláveis como a sexualidade e a agressividade. Pelo facto de ambas se relacionarem com o conflito, procura mantê-las sob controlo e o resultado é uma indolência geral.
Muitos são muito dotados, mas os seus dons não são valorizados porque eles não os manifestam (provavelmente, Jesus contou a parábola dos talentos para o Tipo 9).
Estão muito próximos de duas possibilidades: de levar uma vida bonita, interessante, cheia de sentimentos, realizada, amorosa, verdadeiramente humana e santa ou de nada fazer na vida e, por isso, ficar sem qualquer benefício.
Mais do que qualquer outro, o NOVE é muito propenso a cometer os pecados da omissão e da preguiça o que, para ele, pode ser fatal.


Fonte: José Luís Gonçalves, Dr


inyou





inyou está offline 
Colocada: 25/06/07    Assunto: Responder com Citação

este 9 é preguiçoso... :?
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